terça-feira, 29 de julho de 2014




Olho para o calendário e começo a contar os dias para o teu regresso. Estranho é sentir isto. Estranho é pensar que à uns tempos atrás tudo isto era insignificante e sem importância.

Existias mas não existias percebes. Estavas lá, eras a memória acesa de algo que ficou por completar, mas não passava disso, de algo que apesar de incompleto, na minha cabeça não voltaria a acontecer. Por mais que eu quisesse.

Aconteceu. Merde!

Aconteceu que hoje, olho para o relógio e conto horas para os dias passarem, passo o dia a ouvir bandas de caca só porque as músicas me lembram de ti e revejo ainda momentos que passámos juntos na minha cabeça.

Esse teu sorriso consegue por-me de joelhos, desarma-me completamente. E eu adoro!

Fico presa às memórias das conversas enquanto espero por ti, pelo teu regresso. São poucos dias eu sei, e até sei que parte deste quase desespero não passa de algum egoísmo da minha parte. Egoísmo este que pode ser confundido com saudade.

Mas a saudade existe...existe mesmo.

E depois o sono não vem ou acordo as 4 da manhã com a sensação que estás ali...e tudo isto é um turbilhão de emoções parvas e que eu nem devia expressar.

Não devia sentir isto...não me devia ter deixado ir...mas deixei, deixei mesmo.

Se soubesses metade das coisas que vou ponderando na minha cabeça, as listas, as longas listas de coisas para levar, de coisas para guardar...

E aqueles pormenores da tua pessoa? Aquelas coisinhas que já vou conhecendo e que gosto, sei lá...a tua cicatriz perto da sobrancelha esquerda, a forma como te ris e me abraças a seguir....

São tantas as coisas que gosto em ti...tantas mesmo.


I'm not, i'm not you
You're the part of me, you're the part of me


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